RELAÇÕES INTERNACIONAIS CONTEMPORÂNEAS
• As características da disputa global
• Há um enfrentamento global explicitado pelo governo de Donald Trump, nos Estados Unidos. Podemos examiná-lo factualmente, o que não nos levará longe na compreensão mais geral do que ocorre. Para isso, teremos de nos valer de uma lente analítica de grande angular.
• No início de Política externa norteamericana e seus teóricos (Boitempo), Perry Anderson escreve: “Desde a Segunda Guerra Mundial, o ordenamento externo do poder norte-americano tem sido, em grande medida, mantido à parte do sistema político interno”. Em outras palavras, os objetivos mais gerais do Estado apresentariam forte autonomia em relação às políticas de governo, que são passageiras.
• Se é certo que ao longo da Guerra Fria, os democratas se caracterizaram por uma brutalidade militar maior que a dos republicanos, havia balizas permanentes nas ações internacionais dos EUA. Essas eram, entre outras, o anticomunismo, a divisão do mundo em áreas de influência e a definição da URSS como inimiga principal. É possível dizer que a própria ordem liberal emanada do conflito de oito décadas atrás se tornou cláusula pétrea, acima dos partidos, na visão do Departamento de Estado. Há no entanto, algo novo no tabuleiro.
• O marco inicial de nosso curso é a fundação da nova ordem global, em 1945 e a constituição do chamado mundo bipolar, ao longo da Guerra Fria. Embora a antiga URSS jamais tenha sido páreo real aos Estados Unidos, nos terrenos econômico, financeiro e industrial, havia real paridade do poder de armas. A URSS entre 1945-91 chegou várias vezes a possuir mais ogivas nucleares que seu oponente.
• A partir daí, buscaremos entender como os EUA se colocaram sempre em posição de exercer seu unilateralismo dentro e fora das instituições internacionais e de como exercem seu poder até hoje.
EMENTA
• Apresentar as transformações geopolíticas e econômicas que configuram a Globalização; Compreender a dinâmica, os conflitos e as relações de poder a nova configuração global na contemporaneidade; Problematizar a hegemonia dos EUA à luz da ascensão da China; Analisar as oportunidades e desafios para o Brasil diante da reconfiguração da geopolítica mundial. Novos e velhos atores. Hegemonia, interdependência e assimetrias. Crise global e a dinâmica das finanças globais. Cooperação versus Competição. Ordem e desordem mundial. Conflito e segurança. Divisão Norte-Sul e reconfiguração da geopolítica mundial. A globalização e governança global. Mudança climática. Inserção do Brasil.
