Acredito ser relevante analisar como os argumentos contrários ao combate ao aquecimento global são incapazes de afirmar categoricamente que ele não existe, ou que não é ...
Acredito ser relevante analisar como os argumentos contrários ao combate ao aquecimento global são incapazes de afirmar categoricamente que ele não existe, ou que não é antropogênico ou que é maléfico ao ser-humano. Estes argumentos focam muito mais em produzir incertezas do que chegar em um resultado científico firme que sane as questões apresentadas.
Diante desse cenário, é fundamental entender o por quê do incentivo às incertezas, ou melhor: a quem ele interessa. A partir da década de 1990, com a ECO-92 e o Protocolo de Kyoto, o combate ao aquecimento global assumiu como principal prática a redução da emissão dos gases de efeito estufa, fazendo com que as indústrias dos países diminuíssem drasticamen seu lucro. Portanto, a incerteza interessava à indústria do petróleo.
Uma das mentiras mais famosas da época foi a de que o aumento de CO2, por sua natureza fertilizante, favoreceria uma "paraíso verde" na Terra, algo que não se provou real e que foi propagado na mídia apenas por Think Tanks, como o Western Fuels Association, que produziu o documentário "The Greening of Planet Earth", espalhando ainda mais essa simplificação.
Isso me faz pensar que tão importante quanto entender os conceitos e teorias científicas, é verificar as fontes desses argumentos e, através de uma análise geral dos pesquisadores e patrocinadores, entender a quem o resultado da pesquisa favorece.
